A criação de Madchester

607Manchester na noite de 31 de dezembro de 2015 foi assim captada pela fotográfica de Joel Goodman, a serviço do jornal Manchester Evening News. Na imagem, que se tornou viral nas redes sociais nos últimos dias, sobretudo na sequência de um tweet de Roland Hughes, pode ver-se um homem no chão a ser imobilizado pela polícia junto a uma mulher de vestido vermelho e casaco de pêlo, enquanto outro, igualmente deitado na estrada, segura obstinadamente um copo de cerveja na mão. É a fotografia mais bela do ano, para alguns internautas, e embora tenha ocasionado já críticas relativas ao atentado à privacidade e ao convite ao voyeurismo que materializa, a sua composição tem motivado comparações com o rigor e a simetria das proporções nas pinturas do Renascimento, além de ter já sido alvo de diversas apropriações. Nesta imagem que, tem motivado artigos nos média tradicionais como The Guardian ou Le Monde, Manchester mostra o espírito de euforia, de excesso e de caos que varreu as ruas da cidade na última noite do ano. Aproveitamos a bela imagem para desejar a todos, em nome do Grupo de Trabalho de Cultura Visual da SOPCOM, um excelente 2016!

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Os marcianos em tempo de pais natais

Aqui fica uma sugestão de leitura, numa época em que as fantasias visuais como os pais natais, os duendes e os anjos preenchem o nosso imaginário. Trata-se de um texto de André Gunthert intitulado De la variabilité des martiens. Fiction, réalisme et subculture disponível no seu “carnet de recherches” (caderno de pesquisa) Image Sociale. Nele, Gunthert faz uma revisão da iconografia dos marcianos e dos seres extraterrestres em geral, que vai desde a banda desenhada de Boulet ao cinema de Spielberg até à literatura de H. G. Wells.

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O ano negro nos Cahiers du Cinéma por Luz

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A capa do último número da revista francesa Cahiers du Cinéma, pelas mãos do cartoonista Luz, é dedicada ao ano negro que foi 2015, não apenas graças ao atentado de 13 de novembro em Paris mas também devido à crise dos refugiados, à condição económica da Grécia, à destruição na Síria… O cartoonista Luz (cujo nome próprio é Rénald Luzier)  é colaborador do Charlie Hebdo: foi ele o autor da capa do primeiro número do jornal satírico francês depois do massacre de Charlie Hebdo.